Mulheres - Treino de membros superiores deve ser diferente dos homens?

Mulheres - Treino de membros superiores deve ser diferente dos homens?

O Treino de Membros Superiores das Mulheres deve ser diferente do Treino de Membros Superiores dos Homens?

Venho compartilhar esse texto que vi no site da Integralmédica que achei muito interessante de compartilhar com os leitores aqui do meu blog.

Escrito por: Larissa Cunha

A maioria das mulheres acham que se treinar membros superiores vão ganhar muita massa muscular e para dispensar esse treino, usam a seguinte justificativa: “Tenho muita facilidade para ganhar massa muscular e não quero ficar musculosa.”



Segundo FLECK 2006, o aumento de massa muscular ocorre raramente em mulheres, mesmo realizando um programa de treinamento de força intenso e com maior volume. 

O aumento de massa muscular depende de alterações como aumento da concentração de testosterona, relação estrogênio/testosterona menor que o normal e predisposição genética. Mulheres apresentam valores menores de força absoluta, tanto em membros superiores como em membros inferiores, pelo fato de possuírem músculos com pesos e tamanhos diferentes dos homens. 

Treino de membros superiores para mulheres - Barra fixa
A importância de treinar membros superiores para as mulheres, vai além de aumentar o tônus muscular. A musculatura forte previne e atenua problemas posturais. Treinar apenas da cintura para baixo, além de comprometer a simetria e a harmonia, pode gerar desvios posturais

Para realizar exercícios como agachamento, passadas, dentre outros preferidos pelas mulheres, é indispensável o fortalecimento dos músculos superiores, principalmente costas, ombros e cintura pélvica. O treino completo com membros superiores traz benefícios estéticos e funcionais para o corpo. 

A produção de testosterona é menor nas mulheres, já os hormônios estrógeno e progesterona têm índices mais altos, o que aumenta a retenção de líquidos e gordura localizada. Para a mulher ter bom índice de hipertrofia, ela teria que treinar o dobro do que um homem treina

Treinar os membros superiores como um todo faz parte de um treinamento eficaz e é muito importante para o fortalecimento articular e tônus muscular. De nada adianta pernas grossas e definidas, se você não tiver membros superiores fortes. Ter musculatura forte independe de ser “musculosa”, significa ser fortalecida e definida.

Treino de membros superiores para mulheres - Crucifixo na polia alta
Quanto maior for a simetria do corpo, mais bonita será a estética da mulher. Ainda ganhamos saúde, postura correta, maior condicionamento físico, articular e muscular e aumento de massa óssea, que é importantíssimo, pois diminui o risco de osteoporose pós-menopausa. 

Pense bem, mulheres naturalmente tem menos massa muscular que homens e, se a musculatura não for estimulada, a perda dessa massa será maior. Daí a importância de um bom treino de musculação para o corpo todo, sem distinção entre membros superiores e inferiores. 

Se me perguntarem como é meu treino de membros superiores, eu digo: igual ao dos homens, muita carga e exercícios pesados. Mas sou atleta e esse não é o objetivo de todas. Na academia onde trabalho, todas as minhas alunas treinam membros superiores e são lindas e definidas!

Peça orientação, um treino correto, prescrito por seu instrutor de musculação, isso fará você alcançar os objetivos desejados. E não se esqueça da dieta balanceada!

Referência Bibliográfica

BOMPA, T. O. Treinamento de força levado a sério. 2ª Ed. Barueri, SP: Manole, 2004.

CARVALHO, J.; OLIVEIRA, J.; MAGALHÃES, J.; ASCENSÃO, A.; MOTA, J.; FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ª Ed. 376 p. Porto Alegre. Artmed, 2006.

MARCHAND, E. A. A. Melhoras na força e hipertrofia muscular, provenientes dos exercícios resistidos. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, ano 8, nº 57, jan/fev, 2003. 

SALVADOR, E. P.; CYRINO, E. S.; GURJÃO, A. L. D.; DIAS, R. M. R.; NAKAMURA, F. Y.; OLIVEIRA, A.R. Comparação entre o desempenho motor de homens e mulheres em series múltiplas de exercícios com peso. Revista Brasileira de Medicina do esporte, São Paulo, Vol.11, nº. 5, pág. 257-261, set/out. 2005.

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