Hipertensão Arterial - Uma doença perigosa que precisa ser bem cuidada

Hipertensão Arterial - Uma doença perigosa que precisa ser bem cuidada

Hipertensão Arterial é uma doença muito perigosa e quanto mais informações forem adquiridas, menores se tornam os riscos. Por ser uma doença silenciosa os cuidados devem ser redobrados!

Vamos cuidar de nossa saúde!!!

O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL


Normalmente, o sangue bombeado pelo coração para irrigar os órgãos ou movimentar-se, exerce uma força contra a parede das artérias. Quando a força que esse sangue precisa fazer está aumentada, isto é, as artérias oferecem resistência para a passagem do sangue dizemos que há hipertensão arterial, ou popularmente pressão alta.

Hipertensão é ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou maior que 14 por 9. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. 

O coração e os vasos podem ser comparados a uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Se fecharmos a ponta dos esguichos a pressão lá dentro aumenta. O mesmo ocorre quando o coração bombeia o sangue. Se os vasos são estreitados a pressão sobe.

O coração trabalha em dois tempos:

Hipertensão Arterial - Sístole e Diástole
- Contração para expulsar o sangue. A força é máxima e esse processo é chamado de sístole.

- Relaxamento do coração entre as contrações cardíacas. A força é mínina e esse processo é chamado de diástole.

Órgãos-alvo da hipertensão: coração (risco de cardiopatia como a insuficiência cardíaca ou infarto do miocárdio), cérebro (AVC – acidente vascular cerebral), vasos e rins (insuficiência renal).

A pressão arterial é resultado de um produto:

Débito Cardíaco x Resistência Vascular Periférica

Hipertensão Arterial - Débito Cardíaco
Em outras palavras, quando houver um aumento no volume de sangue a ser ejetado, por exemplo quando os rins não funcionam normalmente ou quando o coração contrai de modo insuficiente, ou quando a freqüência cardíaca aumenta, isto é, o coração bate mais vezes por minuto para ejetar um determinado volume de sangue, ou quando a resistência oferecida pelas artérias para a passagem do sangue estiver aumentada, ocorre aumento da pressão arterial.

Outra possibilidade é as artérias de maior calibre perderem sua flexibilidade normal e tornarem-se rígidas, de modo que elas não conseguem expandir para permitir a passagem do sangue bombeado pelo coração. Assim, o sangue ejetado em cada batimento cardíaco é forçado através de um espaço menor que o normal e a pressão arterial aumenta.

A marca registrada da pressão alta é, em última análise, o aumento da resistência vascular. Isto pode acontecer, por exemplo, quando artérias muito finas (arteríolas) se contraem temporariamente devido à estimulação nervosa ou por hormônios presentes no sangue.

Quais são as conseqüências da pressão alta?


A pressão alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper.
Pressão Alta
  • Quando o entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. 
  • No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao "derrame cerebral" ou AVC. 
  • Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos. Todas essas situações são muito graves e podem ser evitadas com o tratamento adequado, bem conduzido por médicos.



Quem tem pressão alta?

Pressão alta é uma doença "democrática". Ataca homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, idosos e crianças, gordos e magros, pessoas calmas e nervosas.

A Hipertensão é muito comum, acomete uma em cada quatro pessoas adultas. Assim, estima-se que atinga em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil.
A Hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão.

10 Mandamentos contra a pressão alta
  1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.
  2. Pratique atividades físicas todos os dias.
  3. Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.
  4. Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.
  5. Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.
  6. Abandone o cigarro.
  7. Nunca pare o tratamento, é para a vida toda.
  8. Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.
  9. Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.
  10. Ame e seja amado
Medindo a pressão alta

Como se mede?

A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce na parede das artérias. Ela é medida em milímetros de mercúrio.
Com esta medida, são determinadas duas pressões:

  1. Máxima: Quando o coração se contrai, temos uma pressão máxima (sistólica)
  2. Mínima: Quando ele se dilata, temos uma pressão mínima (diastólica)
A pressão arterial é transcrita com o valor da pressão sistólica seguido por uma barra e o valor da pressão diastólica. 
Por exemplo: 120/80mmHg (milímetros de mercúrio) – Lê-se: cento e vinte por oitenta.

  • Valor ótimo de pressão arterial: <120 x 80 mmHg (12 por 8)
  • Valor normal de pressão arterial: < 130/85 mmHg
  • Valor ideal de pressão arterial para pessoas com risco de diabetes e doença renal: 130 x 80 mmHg

SINTOMAS


Na maioria dos indivíduos a hipertensão arterial não causa sintomas, apesar da coincidência do surgimento de determinados sintomas que muitos, de maneira equivocada, consideram associados à doença, como por exemplo, dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tontura, rubor facial e cansaço.

Quando um indivíduo apresenta uma hipertensão arterial grave ou prolongada e não tratada, apresenta dores de cabeça, vômito, dispnéia ou falta de ar, agitação e visão borrada decorrência de lesões que afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins

Quando uma pessoa é considerada hipertensa?

Classificação da pressão arterial em adultos – quando as pressões sistólica e diastólica de um indivíduo são classificadas em diferentes categorias, a mais alta é utilizada para classificar sua pressão arterial. A pressão arterial ideal para a minimização do risco de problemas cardiovasculares situa-se abaixo de 120/80 mmHg.

Para a maioria da população, a pressão arterial deve estar abaixo de 140 e/ou 90mmHg, exceto para os diabéticos (<130/85 mmHg) e renais crônicos (indo até < 120/75 mmHg).

Quais são as causas?

Na maioria das vezes não conseguimos saber com precisão a causa da hipertensão arterial, mas sabemos que muitos fatores podem ser responsáveis.

Fatores externos:
  • Hereditariedade: Recebemos a pré-disposição, que pode apresentar-se em vários membros da família.
  • Idade: O envelhecimento aumenta o risco em ambos os sexos.
  • Raça: Pessoas da raça negra são mais propensas a pressão alta.
  • Peso: A obesidade é um fator de risco!
Fatores Internos:
  • Falta de exercício: A vida sedentária contribui para o excesso de peso.
  • Má alimentação: pouco consumo de frutas e verduras e aumento do consumo de comida rápida
  • Sal em excesso: pode facilitar e agravar a hipertensão arterial.
  • Álcool: O consumo exagerado de compromete a pressão arterial.
  • Tabagismo: é um fator de risco das doenças cardiovasculares
  • Estresse: excesso de trabalho, angústia, preocupações e ansiedade podem ser responsáveis pela elevação da pressão.
Como faço o diagnóstico?

A pressão arterial deve ser aferida com o paciente na posição sentada, respeitando um período de repouso de 5 minutos.

Medidas com valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg são consideradas altas, mas não é possível basear o diagnóstico apenas em uma leitura. Muitas vezes são necessárias várias leituras para estabelecer o diagnóstico.
Se a leitura inicial apresentar um valor alto, deve-se então, medi-la novamente, em seguida, mais duas vezes e, em pelo menos mais dois outros dias, para assegurar o diagnóstico de hipertensão arterial. As leituras não apenas revelam a presença da hipertensão arterial, mas também auxiliam na classificação de sua gravidade.

“Hipertensão do jaleco branco”: O estresse decorrente da consulta a um médico faz com que seja diagnosticado como hipertensão em alguém que, fora do ambiente hospitalar apresentaria uma pressão arterial normal.

“Hipertensão mascarada”: Hipertensão arterial mascarada é a situação na qual a média da pressão arterial determinada através de monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA) ou monitorização residencial de pressão arterial (MRPA) está elevada e a medida de pressão arterial em consulta médica está normal.


COMO TRATAR

A hipertensão arterial essencial não tem cura, mas deve ser tratada para impedir complicações.

A menos que haja uma necessidade evidente para uso de medicamentos imediato, como no caso de pacientes com níveis de pressão arterial acima de 180/110 mmHg, a maioria dos pacientes deve ter a oportunidade de reduzir sua pressão arterial através de tratamento não farmacológico, por meio de medidas gerais de reeducação, também conhecidas como modificações no estilo de vida.
  • Meça sua pressão arterial regularmente
  • Tenha uma alimentação saudável
  • Evite: Escolher alimentos que possuam pouca gordura saturada, colesterol e gordura total. Por exemplo, carne magra, aves e peixes, utilizando-os em pequena quantidade. 
  • Incluir duas ou três porções de laticínios desnatados ou semidesnatados por dia. Preferir os alimentos integrais, como pão, cereais e massas integrais ou de trigo integral. Reduzir a adição de gorduras. 
  • Utilizar margarina light e óleos vegetais insaturados (como azeite, soja, milho, canola).Evitar a adição de sal aos alimentos. Evitar também molhos e caldos prontos, além de produtos industrializados. Diminuir ou evitar a o consumo de doces e bebidas com açúcar.
  • Prefira: alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados, temperos naturais como limão, ervas, alho, cebola, salsa e cebolinha, frutas, verduras e legumes, produtos lácteos desnatados.
Hipertensão - Como tratar

  • Pratique atividade física pelo menos 5 dias por semana. Faça caminhadas, suba escadas ao invés de usar o elevador, ande de bicicleta, nade, dance.
  • Mantenha um peso saudável. Também é importante avaliar a medida da circunferência abdominal (cintura), que o homem não deve ultrapassar 102 cm e, na mulher, 88 cm.
  • Diminua a quantidade de sal na comida. Use no máximo 1 colher de chá para toda a alimentação diária. Não utilize saleiro à mesa e não acrescente sal no alimento depois de pronto.
  • Diminua o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Não fume! Depois da hipertensão, o fumo é o principal fator de risco de doenças cardiovasculares
  • Controle o estresse (nervosismo). Tente administrar seus problemas de uma maneira mais tranqüila. A “arte de viver bem” é enfrentar os problemas do dia – a – dia com sabedoria e tranqüilidade.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Siga as orientações do seu médico, elas contribuirão para o controle da pressão arterial e para a diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares: Se utilizar medicamentos:
  • Tome as medicações conforme a orientação médica.
  • Se tiver qualquer dúvida sobre o medicamento, converse com seu médico
  • Compareça às consultas regularmente
  • Não abandone o tratamento
O objetivo do tratamento medicamentoso é reduzir a resistência vascular periférica, promovendo vaso-dilatação. Os diferentes agentes anti-hipertensivo o fazem por diferentes mecanismos. Entre os agentes de primeira linha recomenda-se a utilização de:
  • Antagonistas do cálcio: produz dilatação dos vasos sanguíneos através de um mecanismo diferente. Especialmente indicado para os indivíduos de raça negra, idosos.
  • Betabloqueadores: – bloqueia os efeitos do sistema nervoso simpático, sistema que pode responder rapidamente ao estresse, elevando a pressão arterial.
  • Inibidores da ECA - enzima conversora da angiotensina: reduzem a pressão arterial através da dilatação das artérias.
  • Bloqueadores do receptor da angiotensina II: reduzem a pressão arterial através de um mecanismo similar ao mecanismo dos inibidores da enzima conversora da angiotensina – porém de forma mais direta e com menos efeitos colaterais.
Além desses, outras classes usadas em associação são:
  • Simpatolítico de ação central: atualmente tem o uso mais indicado em grávidas.
  • Vasodilatadores diretos – dilatam os vasos sanguíneos com outro mecanismo. Normalmente utilizada em combinação com outros anti-hipertensivos.
  • Diazóxido / nitroprussionato, nitroglicerina / labetalol (via intravenosa) – utilizado em emergências hipertensivas – como a hipertensão arterial maligna – exigem redução rápida da pressão arterial.
Viu quanta informação importante!!!
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Fonte Consultada: SBH - Sociedade Brasileira de Hipertensão

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