Obesidade e Redução da Gordura Corporal - como tratar e se livrar desse mal

Obesidade e Redução da Gordura Corporal

Essa matéria estou escrevendo com base no meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) que apresentei para concluir a minha Graduação em Educação Física. 

O tema do meu trabalho foi: Treinamento de Força em Circuito: Um método eficiente na redução da obesidade

Aqui estarei abordando primeiramente dois temas - Obesidade e Redução da Gordura Corporal - e depois estarei complementando essa matéria entrando com a outra parte do meu TCC que foi uma abordagem sobre Treinamento de Força, Treinamento de Força em Circuito e Consumo de Oxigênio Pós-Exercício (EPOC) onde o meu objetivo é desmistificar aquele velho conceito de que somente exercícios aeróbios servem para a redução do percentual de gordura corporal.

Então para começar vou abordar esses dois temas abaixo:
1) Obesidade, explicando o que é, os fatores que a desencadeiam e formas de tratamento
2) Redução da Gordura Corporal, explicando quais os processos e os métodos para se alcançar essa redução

Bem, mãos à obra...


OBESIDADE

A obesidade atualmente é considerada uma doença dos tempos modernos e um grande problema de saúde pública. O excesso de peso corporal vem associado a um estilo de vida inativo representando uma grande ameaça à saúde do indivíduo8,11.


A obesidade pode ser considerada um acúmulo de tecido gorduroso pelo corpo causada por doenças genéticas ou endócrino-metabólicas ou por balanço energético positivo5,8,10.
Relacionado ao balanço energético positivo encontram-se as mudanças no consumo alimentar, tendo um aumento do fornecimento de energia pela dieta e a redução do nível de atividade física. Um indivíduo é considerado obeso quando a quantidade de gordura relativa à massa corporal é igual ou maior que 30% em mulheres e 25% em homens7,8.

Quando se foca a obesidade em relação a dieta deve-se destacar o aumento dessa ingestão energética decorrente da elevação quantitativa do consumo de alimentos como de mudanças na dieta que se caracterizem pela ingestão de alimentos com maior densidade energética, ou pela combinação dos dois8.

Há muitos fatores associados ao desenvolvimento da obesidade. Os fatores genéticos apontam uma pequena parte em relação a esse problema. Outro fator, como o psicológico, incluindo o estresse, a ansiedade e a depressão podem alterar o comportamento alimentar e por isso, também estão associados ao ganho excessivo de peso. O aumento da obesidade ocorre também através da redução na prática de atividade física e aumento do sedentarismo9.

O tratamento da obesidade deve incluir alterações na postura familiar em relação a hábitos alimentares, estilo de vida e atividade física. O indivíduo realizando essas mudanças no estilo de vida, mesmo em curto prazo, pode proporcionar alterações na composição corporal como a redução do percentual de gordura8. Assim sendo, é necessário um mínimo de atividade física para regular a ingestão de alimentos criando-se uma relação entre exercício físico e adesão à dieta hipocalórica9


REDUÇÃO DA GORDURA CORPORAL

Para a diminuição da gordura corporal é necessário um balanço energético negativo, ou seja, o gasto energético é maior que o consumo de energia. Com relação ao gasto energético deve-se levar em consideração a TMB (taxa metabólica basal). 

Essa taxa metabólica basal depende da quantidade de massa corporal, gordura corporal e também é influenciada pela massa magra4,11 e o seu aumento é extremamente benéfico para quem precisa emagrecer ou manter o peso corporal alcançado, uma vez que é comum haver redução de massa muscular e taxa metabólica basal em programas de redução que utiliza apenas dieta1,11.

Uma dieta hipocalórica seria efetiva para perder peso e reduzir a gordura corporal, porém, pode causar perda de massa magra e redução nas taxas metabólicas levando a um baixo gasto calórico devido a diminuição da taxa metabólica basal, por isso, o treinamento de força é essencial. Se ocorrer o contrário, dando-se ênfase somente ao treinamento de força sem controle alimentar, também ocorre a redução do peso corporal, porém esta redução é pequena, por isso, deve-se aliar o treinamento de força à adesão do controle alimentar para garantir sucesso na manutenção da massa magra e na redução do tecido adiposo1

Por isso, a manutenção ou aumento da massa muscular representa um aumento na taxa metabólica basal, ou seja, aumenta-se a massa corporal metabolicamente ativa que faz com que o gasto energético em repouso seja maior favorecendo o processo de emagrecimento1,2,10.


Referências Bibliográficas:

1 – ARRUDA, DP; ASSUMPÇÃO, CO; URTADO, CB; DORTA, LNO; ROSA, MRR; ZABAGLIA, R; SOUZA, TMF. Relação entre treinamento de força e redução do peso corporal. Rev Bras de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo, v.4, n.24, p.605-609. Nov/Dez. 2010. ISSN 1981-9900

2 – GUILHERME, JPLF; JÚNIOR, TPS. Treinamento de força em circuito na perda e no controle do peso corporal. Revista Conexões. V.4, n.2, 2006

5 – MACEDO, D; SILVA, MS. Efeitos dos programas de exercícios aeróbio e resistido na redução da gordura abdominal de mulheres obesas. Rev Bras Ci. E Mov 2009;17(4);47-54

7 – SANTOS, VHA; NASCIMENTO, WF; LIBERALI, R. O treinamento de resistência muscular localizada como intervenção no emagrecimento. Rev Bras de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. São Paulo, v.2, n.7, p.34-43, Jan/Fev. 2008. ISSN 1981-9919

8 – BERNARDES, FB; LEITE, VF; LIBERALI, R; NAVARRO, F. Relação da obesidade com diabetes mellitus tipo 2 com ênfase em nutrição e atividade física. Rev Bras de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. São Paulo, v.3, n.15, p.241-250, Mai/Jun. 2009. ISSN 1981-9919

9 – FILHO, ADR; SILVA, MLS; FETT, CA; LIMA, WP. Efeitos do treinamento em circuito ou caminhada após oito semanas de intervenção na composição corporal e aptidão física de mulheres obesas sedentárias. Rev Bras de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. São Paulo, v.2, n.11, p.498-507, Set/Out. 2008. ISSN 1981-9919

10 – PRAZERES, MV. A prática da musculação e seus benefícios para a qualidade de vida. 2007. Trabalho de monografia. Disponível em:  http://www.pergamum.udesc.br/dados-bu/000000/000000000008/0000085E.pdf. Acessado em: 02 de novembro de 2012

11 – MOTA, GR; RODRIGUES, AL. Treinamento físico associado com restrição energética. Revista Digital. Buenos Aires. Ano 14, n.142. Mar 2010. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd142/treinamento-fisico-associado-com-restricao-energetica.htm. Acessado em: 02 de novembro de 2012

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